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17/11/2014

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Christiane F. anuncia afastamento da vida pública

Christiane F. durante divulgação do livro A Vida Apesar de Tudo

Apenas alguns meses após a intensa movimentação midiática provocada pela publicação de sua segunda autobiografia, Eu, Christiane F., A Vida Apesar de Tudo (título original: Mein Zweites Leben), vem a confirmação de um passo que há muito tempo se desenhava nos bastidores de sua vida pessoal: Christiane F. decidiu se retirar de forma permanente e definitiva da vida pública.

Em um comunicado emocionante publicado em seus canais oficiais de comunicação com os fãs, a eterna garota da Estação Bahnhof Zoo explicou que o estado extremamente delicado de sua saúde física, somado ao esgotamento psicológico acumulado ao longo de quase quatro décadas de exposição invasiva, a levaram a encerrar todas as aparições, entrevistas e eventos promocionais.

Desde 1978, quando os jornalistas da revista alemã Stern transformaram seus depoimentos gravados em fitas cassete em um fenômeno literário e cinematográfico sem precedentes, a vida da jovem foi devorada pelo voyeurismo global.

Christiane F. em 1978
Christiane F. em 1978


Ela foi alçada, sem jamais ter pedido, ao posto de rosto simbólico da epidemia de heroína na Europa. Esse rótulo pesado e estigmatizante a perseguiu implacavelmente por toda a vida adulta, sabotando suas tentativas de consolidação na carreira musical nos anos 1980, complicando suas relações interpessoais e destruindo qualquer possibilidade de anonimato em sua rotina diária na cidade de Berlim.



O peso sufocante do estigma e a busca pelo direito ao silêncio

Transformar-se em um mito da cultura pop sobre a decadência juvenil acabou sendo uma condenação tão sufocante para Christiane quanto a própria dependência química. Em suas declarações finais de despedida, ela manifestou profundo cansaço perante o sensacionalismo da imprensa sensacionalista, que continuava a persegui-la com câmeras em busca de imagens chocantes e deploráveis de seu envelhecimento e de seu estado de saúde debilitado.

Com o avanço severo dos sintomas da cirrose e a necessidade de tratamentos médicos contínuos para o manejo da dor, sua única prioridade passou a ser a busca por paz, dignidade e silêncio ao lado de um círculo hiperrestrito de pessoas de confiança.

Ao fechar suas plataformas e pedir o fim do assédio dos paparazzi, ela deixa um recado categórico ao mundo: não deseja mais ser tratada como uma curiosidade sociológica ou uma atração mórbida de tabloide. Cabe agora ao público e à crítica respeitarem seu recolhimento, compreendendo que sua luta mais importante pela vida prossegue de forma silenciosa, longe dos holofotes e das câmeras.

17/08/2014

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Christiane F., A Vida Apesar de Tudo: O segundo livro e o fim definitivo do mito da cura

Christiane F., A Vida Apesar de Tudo

Quando o livro autobiográfico Eu, Christiane F., 13 anos, Drogada, Prostituída... foi lançado no final dos anos 1970, o público global assimilou a narrativa através de uma lente de choque, mas também de uma falsa esperança.

O desfecho da obra original, que retratava a mudança de Christiane F. para a casa de sua avó em uma área rural da Alemanha, deixou no ar uma leve impressão de que o isolamento e o amor familiar teriam sido suficientes para selar o fim definitivo de sua espiral contra o vício.

A cultura ocidental adora histórias de reabilitação e redenção, porém a realidade nua e crua da dependência química crônica raramente se encaixa nos finais confortáveis da ficção.

Christiane F. Mein Zweites Leben
Capa alemã de Mein Zweites Leben



Com o lançamento internacional da autobiografia Christiane F. – A Vida Apesar de Tudo (publicada originalmente em alemão sob o título Mein Zweites Leben), escrita em colaboração direta com a jornalista Sonja Vukovic, essa ilusão é desmantelada de forma corajosa, dolorosa e transparente. O livro passa a limpo mais de três décadas de uma existência marcada por tentativas de normalidade, recaídas contínuas na heroína, tratamentos longos com metadona, consumo severo de álcool e uma batalha diária contra o estigma de ser a usuária de drogas mais famosa do planeta.

Ao longo das páginas, Christiane desmistifica o senso comum de que o estrondoso sucesso financeiro decorrente dos direitos autorais e da adaptação cinematográfica de 1981 resolveu sua vida. Na verdade, a fama precoce e os recursos financeiros ilimitados colocados nas mãos de uma jovem traumatizada muitas vezes serviram como um catalisador para novos ciclos de marginalização.

A obra expõe os bastidores de sua passagem por comunidades alternativas, sua vida na Grécia, a rápida estadia em Zurique e o eterno retorno a Berlim, cidade que permaneceu como sua âncora e sua prisão existencial.

Christiane F., A Vida Apesar de Tudo
Capa brasileira de Christiane F., A Vida Apesar de Tudo:




A perda da guarda do filho e o colapso irreversível da saúde

Dentre todos os episódios relatados com crudeza no livro, o eixo emocional mais devastador envolve a maternidade. Em 1996, nasceu seu filho, Jan-Niklas. Durante anos, Christiane lutou com todas as suas forças para proporcionar ao menino uma infância estável e protegida do assédio da imprensa alemã.

No entanto, em 2008, após um período de grande instabilidade pessoal e o cerco implacável dos serviços de proteção à infância, a guarda do filho foi retirada de suas mãos. Essa perda representou um golpe emocional do qual ela relata jamais ter conseguido se restabelecer, transformando-se em uma ferida aberta que agravou ainda mais seu quadro depressivo.

Somado ao colapso psicológico, o livro detalha pela primeira vez com precisão a gravidade de seu estado físico. Décadas após ter contraído o vírus da Hepatite C pelo compartilhamento de seringas nos banheiros da estação de Bahnhof Zoo durante a adolescência, a doença evoluiu para uma cirrose hepática em estágio avançado.

Acompanhada por dores crônicas e internações frequentes, Christiane confronta o leitor com a dura realidade de um corpo exausto. A Vida Apesar de Tudo não busca piedade e nem oferece lições de moral edificantes; é um testemunho histórico visceral sobre a difícil arte da sobrevivência física e mental contra todas as probabilidades.

15/08/2014

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O (ex) maior traficante de heroína do mundo inteiro

Suleyman Ergun para Vice


Na época em que Suleyman Ergun tinha seus 21 anos, ele era o mais prolífico e poderoso vendedor de heroína do mundo. Conhecido em todas as comunidades de drogados e pela polícia como o Turco da região norte de Londres, Ergun e sua gangue abasteceram a Inglaterra e a Europa com a droga por cinco anos.

O ex-trabalhador de fábrica tinha mansões cheias de dinheiro e prestígio ilimitado no submundo. No auge ele era um multimilionário e sua bebida favorita era uma garrafa de champanhe com oito gramas de cocaína dentro. Hoje, ele não tem mais um puto e mora com a mãe. Ele tem 39 anos. O que aconteceu?

VICE: Me conta alguma coisa que você lembra dos seus dias de traficante.
Suleyman Ergun: Não tem sensação igual a ter 100 quilos de heroína no porta-malas do seu carro. Só de estar perto, de sentir o cheiro. Dirigir a mais de 200 km/h em algum lugar da França e pensar: “Eu sei o que tenho no carro”. A polícia parando perto de você. Uma arma debaixo do banco. Você não pensaria duas vezes antes de atirar neles. Se arriscando mesmo. No final das contas foi por isso que virei traficante. Não pelo dinheiro ou pelo poder, mas pela emoção.

Você teve que fazer algum estágio no submundo?
Quando tinha 15 anos eu era um moleque de recados trabalhando no comércio turco na região norte de Londres. Eu ganhava umas 70 libras por semana. Com 17 comecei a vender cocaína, ecstasy e maconha, e ganhava 1.000 libras por semana. Aí consegui trazer alguns quilos de cocaína direto da Colômbia e vendia nos clubes, junto com comprimidos. Um cara tentou me roubar no banheiro do Camden Palace uma vez e eu atirei na perna dele.

Como você foi de um cara que vende pó no banheiro do Camden para rei de toda a heroína da Europa?
Eu, meu ex-cunhado Yilmaz Kaya e um babas [chefões] de Istambul chamado Vulcan fundamos a Conexão Turca, uma rede que contrabandeia heroína do Afeganistão pela Turquia até a Europa. Até o começo dos anos 90, os turcos traziam a droga em pequenas parcelas. Um imigrante trazia uns dez pacotes, vendia, comprava uma loja em Green Lane e embalava a coisa lá. Fomos os primeiros a trazer cargas de 100 quilos. Trazíamos um monte, vendíamos barato...

É fácil assim, é?
Não, isso é só a oferta. Do lado da demanda, nós demos a volta em todos os gangsteres comuns e nas famílias do crime de Londres. Fodemos com a família Adams quando eles pediram pra gente trabalhar pra eles. Ao invés disso, mandamos tudo para um distribuidor de Liverpool que vendeu o lote inteiro.

E o que você fazia?
Eu colocava a mão na massa. A carga era trazida de Istambul para Paris em, digamos, um caminhãozinho cheio de dançarinos folclóricos turcos. Eu coordenava a entrega para os liverpoolianos na França.

Aí eu dirigia até Liverpool alguns dias depois e voltava com aqueles sacos de lixo preto grandes cheios de dinheiro— 140 mil libras numa semana, 100 mil libras na próxima, 150 mil na outra e assim por diante. Aí eu contava o dinheiro, empilhava e colocava em caixas de cereal para mandar de volta pra Turquia usando como mensageiro um ex-coronel das Forças Armadas turcas disfarçado de colecionador de artigos chineses.

Depois de um tempo, conseguimos estender o mesmo sistema por toda a Europa — Espanha, Itália, Holanda e Alemanha. A gente negociava com a máfia, com todo mundo. Em certo ponto conseguimos até comprar nosso próprio petroleiro.

Onde tudo deu errado?
Um dos nosso empregados estava tendo um caso com uma mulher que era informante da polícia. Ele foi pego. A alfândega colocou a gente sob vigilância por um ano, e aí bingo. A coisa toda desmoronou em julho de 93.

Qual foi o resultado?
Quatorze anos, nove meses. A gangue toda pegou uns 123 anos.

Foi aí que você aprendeu a lição?
O caralho. Comecei a traficar na cadeia depois de dois dias, trocando heroína e pó por cartões telefônicos, comida e tabaco. Em setembro de 1995 usei heroína pela primeira vez, por tédio e curiosidade. Foi uma sensação gostosa e morna, como se alguém colocasse um cobertor elétrico em cima de você. Mas a melhor coisa é que as cadeias estão cheias de heroína, e isso faz o tempo passar bem rápido. Vinte horas com heroína é como duas horas normais. Saí dez anos depois e nem sei como cumpri a pena.

Como você conseguia heroína na cadeia?
Antes de ser pego, eu tinha cinco quilos de heroína pura vinda direto da Turquia enterrados junto com duas Berettas, uma Uzi e quatro espingardas no cemitério de St. Pancras no norte de Londres. Toda semana eu ligava pra uma garota e usava a palavra “brandy”, que era o código pra heroína, e ela ia até lá pegar. Ela desenterrava o esconderijo e pegava um pouco da droga, daí entregava pra uma segunda garota que tinha o namorado na cadeia. O negócio era colocado numa camisinha e embrulhado com náilon, ficava com um formato de consolo. Ela enfiava aquilo na boceta. Na visita, eles começavam a dar um amassos e o cara colocava a mão maliciosamente na calcinha dela, tirava o pacote e enfiava no próprio cu. De volta na cela, ele ficava com 60 gramas e eu ficava com 60 gramas.

E os carcereiros nunca descobriram?
Eu tinha um time de busca permanente no meu caso. Eles até tiravam as pilhas do meu rádio. Mas eles nunca acharam o pacote na minha cela porque eu costumava esconder na minha horta. Eu tirava o miolo de uma cebola, colocava o pacote dentro e enterrava. Quando a cebola apodrecia era só colher uma fresca. Pegava umas três gramas por dia. Vendia meio grama por um cartão telefônico ou algo assim e fumava o resto. Às vezes eu colocava o pacote na minha bunda enrolado em fita adesiva, aí se os guardas me fizessem agachar durante as buscas ele não caia.

Ninguém sentia o cheiro quando você fumava?
Desde que você não arrumasse encrenca, cortasse as pessoas ou brigasse, os guardas faziam vista grossa. Eles sabem que você está usando porque suas pupilas ficam pequenininhas e você começa a se coçar todo. Mas as autoridades deixam pra lá porque parar com a heroína pode causar vários assassinatos e eles não querem ter que lidar com isso. Sintomas de abstinência. Gente chutando as portas. As drogas nunca vão ser erradicadas da cadeia.

Quantos carcereiros corruptos você conhecia?
Uns seis. Eles me abordaram porque eu era rico. Nunca comi a comida da prisão. Eles me traziam saladas da Marks & Spencer. Numa dessas prisões o carcereiro me trazia umas cem gramas de maconha, um saco cheio de cartões telefônicos, meio pacote de tabaco, uma TV, um telefone e duas garrafas de conhaque toda semana por 500 libras a semana, mais a conta da comida. Ele piscava e dizia: “Sua caixa está debaixo da sua cama”. Aí eu pagava outro detento pra tomar conta dela. Se você não tem grana, não tem nada.

Suponho que você largou as drogas quando saiu da cadeia em 2003?
Não, ficou muito pior. Eu descobri o crack. O mundo tinha mudado tanto. Eu não conseguia atravessar a rua — o trânsito era muito rápido. Eu via as pessoas falando sozinhas com nada nas mãos e achava que elas tinham ficado loucas.

E como é o crack?
É incrível. Fodeu com a minha cabeça. Nos quatro anos seguintes fumei meio milhão de libras. Vendi meu apartamento. Minhas joias. Gastei as últimas centenas de libras que tinha guardado.

Qual foi o fundo do poço?
Meu amigo roubou uma pedra da minha mesa. Eu arrastei ele pra cozinha, cortei o mindinho dele com uma faca na tábua de carne, joguei na privada e dei descarga.

Algumas pessoas diriam que isso é meio que justiça divina — você está sendo punido por vender heroína se tornando um viciado em drogas.
Olho por olho. Eu criei milhares e milhares de viciados. Meu passado tinha voltado pra me assombrar. Fiquei deprimido e usava mais crack e mais heroína pra não pensar nisso.

Como você finalmente se livrou das drogas?
Fui me tratar na Turquia duas vezes. Uma desintoxicação onde eles te colocam pra dormir durante a abstinência. Custa 20 mil libras. Minha família pagou. Mas quando voltei pra Londres, vivia tendo recaídas. Finalmente me apaixonei. Simples assim. Nunca mais toquei numa pedra depois disso.

Você gostaria de voltar a ser um barão da heroína?
Nem em um milhão de anos, porra. Me ofereceram um milhão de libras pra começar tudo de novo. Eu podia voar pra Turquia agora, pegar uns 100 pacotes e voltar. Eu podia ter 100 mil libras em dinheiro amanhã. Tudo meu. Toda semana alguém me aborda, alguns dos maiores gangsteres do país, pra voltar aos negócios. Mas não posso.

Por quê? Você tem medo?
Vai se foder. Você quer apanhar?

Fonte: Vice

12/08/2014

Viktor Vauthier: fotos inspiradas em Christiane F.

Encontrei na internet estas fotos inspiradas no filme "Eu, Christiane F., 13 anos, drogada, prostituída..." No Halloween de 2009, a modelo Ella Jazz se fantasiou de Christiane F. Belo trabalho do fotógrafo francês Viktor Vauthier! Confira (clique para aumentar)!

I found online these pictures inspired by the movie "Christiane F. - We Children from Bahnhof Zoo". On 2009's Halloween, the model Ella Jazz dressed as Christiane F.. A beautiful work by the french photographer Viktor Vauthier! Check it out (click to enlarge)!

Foto inspiradas em Christiane F., por Viktor Vauthier
Foto inspiradas em Christiane F., por Viktor Vauthier
Foto inspiradas em Christiane F., por Viktor Vauthier
Foto inspiradas em Christiane F., por Viktor Vauthier
Foto inspiradas em Christiane F., por Viktor Vauthier
Foto inspiradas em Christiane F., por Viktor Vauthier
Foto inspiradas em Christiane F., por Viktor Vauthier
Foto inspiradas em Christiane F., por Viktor Vauthier


Encontre Viktor na internet / Find Viktor online:
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Veja outros trabalhos artísticos inspirados por Christiane F.:
Carregando...

06/08/2014

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Christiane F. volta ao Gropiusstadt, o bairro onde cresceu

Nesta foto, tirada em 2013, Christiane F. se encontra na entrada de sua antiga residência na Joachim-Gottschalk-Weg, conjunto residencial Gropiusstadt.

Ela aponta para o quadro (imagino que seja um interfone ou algo do tipo) indicando o apartamento em que viveu na infância e adolescência, no décimo primeiro andar do edifício.

Christiane F. volta ao Gropiusstadt


Mais sobre o Gropiusstadt:
• Conjunto Gropius, o Gropiusstadt
• Joachim-Gottschalk-Weg, a rua em que Christiane F. morava
• Os conjuntos residenciais na Alemanha de Christiane F.
• Mais fotos do edifício em que Christiane F. viveu no Gropiusstadt
• Gropiusstadt: tantas placas, tantas regras...

30/07/2014

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Chegou!

Finalmente chegou minha cópia do livro "Eu, Christiane F., A Vida Apesar de Tudo". Comprei no Submarino, na pré-venda, e fiquei aproximadamente um mês esperando chegar.

Pré-venda é quando o cliente compra uma obra (livro, CD, filme, jogo, etc) que ainda não foi lançado. Por isso esperei esse tempo todo, mas quem comprar o livro agora vai esperar muito menos para receber, é claro.

Eu, Christiane F., A Vida Apesar de Tudo


Leia mais matérias sobre o livro "Eu, Christiane F., a vida apesar de tudo":
• Christiane F narra sua "2ª" vida em livro
• "Para o mundo, sempre terei 18, 16 anos"

22/07/2014

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Christiane F.: “Para o mundo, sempre terei 16 ou 18 anos”

Christiane F. lança segundo livro


Três décadas após seu best-seller "Eu, Christiane F., 13 anos, Drogada, Prostituída", Christiane Felscherinow apresentou em 11 de outubro de 2013, em Frankfurt, sua segunda autobiografia, revelando os anos que se seguiram à vida errante na Berlim dos anos 1970.

"Sempre me remetem a Christiane F.. Para todo o mundo, eu continuo com 18, ou 16 anos. E é muito difícil, para mim, dizer: 'eu posso dirigir um carrão, eu posso fazer isso'", disse ela em uma entrevista coletiva na Feira do Livro em Frankfurt, o mais importante evento mundial do mercado editorial.

"Eu sou sempre uma garota de 15 anos. É por isso que esse livro é necessário para mim", explicou.

Christiane, hoje com 51, apresentou "Eu, Christiane F., a vida apesar de tudo" (nome do livro no Brasil), sua nova autobiografia escrita em colaboração com a jornalista alemã Sonia Vukovic, em que conta sua vida adulta, entre drogas, tentativas de desintoxicação, aventuras com estrelas e até uma passagem pela prisão.

• Segundo livro de Christiane F., "Eu, Christiane F., a vida apesar de tudo" lançado no Brasil

Essa segunda obra aparece 35 anos depois do depoimento da adolescente alemã que se prostituía para garantir sua dose de heroína. Virou livro, vendeu milhões de exemplares, chegou às telas do cinema, ganhou o mundo. E chocou a Alemanha, ao mostrar o retrato de uma juventude à deriva no submundo da então Berlim Ocidental.

"Nós não douramos a pílula em nada", garantiu Sonia Vukovic, nesta sexta-feira, sobre o novo livro. "Afirmamos de maneira bem clara que Christiane não se sente bem fisicamente", completou.

No livro, ela também fala do nascimento de seu filho, Philipp*, em 1996, e de seus esforços para ser uma boa mãe. Em 2008, porém, ela decide partir para Amsterdã, e as autoridades retiram-lhe a guarda do filho, que é entregue a uma família de acolhimento.

"A família é muito gentil. (...) Meu filho vai entrar no colégio**, e eu me pergunto se é razoável, hoje, dizer de maneira egoísta: 'agora, eu posso tê-lo novamente, quero que ele volte imediatamente para casa", acrescenta.

"Nós nos vemos nos finais de semana e durante as férias. Sempre foi assim. (...) É melhor que ele termine o colégio. A evolução atual me agrada, e eu estou orgulhosa", afirmou.

Fonte: Terra

Observações:
*Se bem me lembro do que li por aí, o filho de Christiane F. se chama Jan-Niklas, e não Philipp. Seria um nome falso na tentativa de não ser identificado como filho de Christiane F.?

**Talvez a reportagem queira dizer "faculdade" em vez de "colégio". "College", em alemão, significa "colégio" ou "faculdade".


Leia outras entrevistas:
Carregando...

20/07/2014

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Christiane F.: a trilha sonora de Bahnhof Zoo em fita cassete

Das preciosidades que a gente encontra pela internet: seguem as fotos de algumas versões da trilha sonora do filme de Christiane F. em fita cassete! Clique nas fotos para ampliá-las.

trilha sonora de Christiane F. em fita cassete
Christiane F. soundtrack
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18/07/2014

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Christiane F. conta sua segunda vida em livro

Trinta e cinco anos depois da publicação de "Eu, Christiane F., 13 anos, drogada, prostituída..." (em alemão: "Wir kinder vom bahnhof zoo"), Christiane F. lança outro livro narrando o que aconteceu em sua vida até hoje.

A obra conta como a alemã viveu os anos após o estrondoso sucesso de seu primeiro livro e do filme baseado em sua vida e descreve como seria a tal existência de Christiane Felscherinow, que chocou o mundo e ficou conhecida por seu envolvimento precoce em drogas. Christiane F. tem hoje 51 anos e é mãe de um jovem de 17.

O novo livro, "Christiane F. Mein Zweites Leben", a ser publicado por aqui pela editora Bertrand Brasil com o título "Christiane F. A Vida Apesar de Tudo", foi escrito com ajuda de Sonja Vukovic, que fez cerca de 400 horas de entrevistas com Felscherinow e teve acesso irrestrito a seu apartamento ao longo dos últimos três anos.

Entre outros episódios, o livro narra a viagem de Christiane F. a Nova York para a estreia do filme em 1981, um show exclusivo do AC/DC que ganhou de presente, suas idas a diversos programas de televisão e seus anseios de se tornar cantora e atriz.

O livro também aborda seus problemas com as drogas, revelando que Christiane F. ficou livre do vício durante anos e depois voltou a usar heroína. Hoje ela participa de campanhas antidrogas na Alemanha.

Capa
O livro, tanto na edição alemã quanto na brasileira, traz novamente uma foto de Christiane F. na capa. No entanto, ao contrário do que vemos em "Eu, Christiane F., 13 anos, drogada, prostituída...", que mostra uma Christiane F. serena, porém séria, desta vez a vemos com um sorriso simpático, em expressão que nos mostra que na vida, apesar de tudo, sempre é possível superar as dificuldades e sorrir.

Christiane F. Mein Zweites Leben
Capa da edição alemã


Christiane F. A Vida Apesar de Tudo
Capa da edição brasileira


Pré-venda
O livro se encontra, no momento, em pré-venda para 25/07/2014 nas principais livrarias do país e custa de R$25 a R$30. Eu já garanti o meu no Submarino!

08/07/2014

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Christiane F.: Vamos a Berlim?

Gropiusstadt em Berlim


Bloco 10 do Gropiusstadt, na rua Joachim-Gottschalk-Weg, aonde Christiane viveu na infância e início da adolescência.


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Helmholtz-Oberschule Gesamtschule, a escola de Christiane F., na rua Wutzkyallee, esquina da que ela morava.


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Genthiner Straße, 26. A discoteca Sound, muito frequentada por Christiane F., funcionava na primeira porta à esquerda da loja decorada com plantas.


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05/07/2014

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Christiane F. e suas amigas: Babsi e Stella

Christiane F. (à esquerda) e duas meninas, provavelmente Stella (no meio) e Babsi (a loira). Uma foto bem antiga de seus tempos de prostituição, pois pouco tempo depois Babsi viria a falecer, vítima de uma overdose fatal.

Christiane F., Babsi e Stella

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