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sexta-feira, 15 de agosto de 2014

O (ex) maior traficante de heroína do mundo inteiro



Na época em que Suleyman Ergun tinha seus 21 anos, ele era o mais prolífico e poderoso vendedor de heroína do mundo. Conhecido em todas as comunidades de drogados e pela polícia como o Turco da região norte de Londres, Ergun e sua gangue abasteceram a Inglaterra e a Europa com a droga por cinco anos.

O ex-trabalhador de fábrica tinha mansões cheias de dinheiro e prestígio ilimitado no submundo. No auge ele era um multimilionário e sua bebida favorita era uma garrafa de champanhe com oito gramas de cocaína dentro. Hoje, ele não tem mais um puto e mora com a mãe. Ele tem 39 anos. O que aconteceu?

VICE: Me conta alguma coisa que você lembra dos seus dias de traficante.
Suleyman Ergun: Não tem sensação igual a ter 100 quilos de heroína no porta-malas do seu carro. Só de estar perto, de sentir o cheiro. Dirigir a mais de 200 km/h em algum lugar da França e pensar: “Eu sei o que tenho no carro”. A polícia parando perto de você. Uma arma debaixo do banco. Você não pensaria duas vezes antes de atirar neles. Se arriscando mesmo. No final das contas foi por isso que virei traficante. Não pelo dinheiro ou pelo poder, mas pela emoção.

Você teve que fazer algum estágio no submundo?
Quando tinha 15 anos eu era um moleque de recados trabalhando no comércio turco na região norte de Londres. Eu ganhava umas 70 libras por semana. Com 17 comecei a vender cocaína, ecstasy e maconha, e ganhava 1.000 libras por semana. Aí consegui trazer alguns quilos de cocaína direto da Colômbia e vendia nos clubes, junto com comprimidos. Um cara tentou me roubar no banheiro do Camden Palace uma vez e eu atirei na perna dele.

Como você foi de um cara que vende pó no banheiro do Camden para rei de toda a heroína da Europa?
Eu, meu ex-cunhado Yilmaz Kaya e um babas [chefões] de Istambul chamado Vulcan fundamos a Conexão Turca, uma rede que contrabandeia heroína do Afeganistão pela Turquia até a Europa. Até o começo dos anos 90, os turcos traziam a droga em pequenas parcelas. Um imigrante trazia uns dez pacotes, vendia, comprava uma loja em Green Lane e embalava a coisa lá. Fomos os primeiros a trazer cargas de 100 quilos. Trazíamos um monte, vendíamos barato...

É fácil assim, é?
Não, isso é só a oferta. Do lado da demanda, nós demos a volta em todos os gangsteres comuns e nas famílias do crime de Londres. Fodemos com a família Adams quando eles pediram pra gente trabalhar pra eles. Ao invés disso, mandamos tudo para um distribuidor de Liverpool que vendeu o lote inteiro.

E o que você fazia?
Eu colocava a mão na massa. A carga era trazida de Istambul para Paris em, digamos, um caminhãozinho cheio de dançarinos folclóricos turcos. Eu coordenava a entrega para os liverpoolianos na França.

Aí eu dirigia até Liverpool alguns dias depois e voltava com aqueles sacos de lixo preto grandes cheios de dinheiro— 140 mil libras numa semana, 100 mil libras na próxima, 150 mil na outra e assim por diante. Aí eu contava o dinheiro, empilhava e colocava em caixas de cereal para mandar de volta pra Turquia usando como mensageiro um ex-coronel das Forças Armadas turcas disfarçado de colecionador de artigos chineses.

Depois de um tempo, conseguimos estender o mesmo sistema por toda a Europa — Espanha, Itália, Holanda e Alemanha. A gente negociava com a máfia, com todo mundo. Em certo ponto conseguimos até comprar nosso próprio petroleiro.

Onde tudo deu errado?
Um dos nosso empregados estava tendo um caso com uma mulher que era informante da polícia. Ele foi pego. A alfândega colocou a gente sob vigilância por um ano, e aí bingo. A coisa toda desmoronou em julho de 93.

Qual foi o resultado?
Quatorze anos, nove meses. A gangue toda pegou uns 123 anos.

Foi aí que você aprendeu a lição?
O caralho. Comecei a traficar na cadeia depois de dois dias, trocando heroína e pó por cartões telefônicos, comida e tabaco. Em setembro de 1995 usei heroína pela primeira vez, por tédio e curiosidade. Foi uma sensação gostosa e morna, como se alguém colocasse um cobertor elétrico em cima de você. Mas a melhor coisa é que as cadeias estão cheias de heroína, e isso faz o tempo passar bem rápido. Vinte horas com heroína é como duas horas normais. Saí dez anos depois e nem sei como cumpri a pena.

Como você conseguia heroína na cadeia?
Antes de ser pego, eu tinha cinco quilos de heroína pura vinda direto da Turquia enterrados junto com duas Berettas, uma Uzi e quatro espingardas no cemitério de St. Pancras no norte de Londres. Toda semana eu ligava pra uma garota e usava a palavra “brandy”, que era o código pra heroína, e ela ia até lá pegar. Ela desenterrava o esconderijo e pegava um pouco da droga, daí entregava pra uma segunda garota que tinha o namorado na cadeia. O negócio era colocado numa camisinha e embrulhado com náilon, ficava com um formato de consolo. Ela enfiava aquilo na boceta. Na visita, eles começavam a dar um amassos e o cara colocava a mão maliciosamente na calcinha dela, tirava o pacote e enfiava no próprio cu. De volta na cela, ele ficava com 60 gramas e eu ficava com 60 gramas.

E os carcereiros nunca descobriram?
Eu tinha um time de busca permanente no meu caso. Eles até tiravam as pilhas do meu rádio. Mas eles nunca acharam o pacote na minha cela porque eu costumava esconder na minha horta. Eu tirava o miolo de uma cebola, colocava o pacote dentro e enterrava. Quando a cebola apodrecia era só colher uma fresca. Pegava umas três gramas por dia. Vendia meio grama por um cartão telefônico ou algo assim e fumava o resto. Às vezes eu colocava o pacote na minha bunda enrolado em fita adesiva, aí se os guardas me fizessem agachar durante as buscas ele não caia.

Ninguém sentia o cheiro quando você fumava?
Desde que você não arrumasse encrenca, cortasse as pessoas ou brigasse, os guardas faziam vista grossa. Eles sabem que você está usando porque suas pupilas ficam pequenininhas e você começa a se coçar todo. Mas as autoridades deixam pra lá porque parar com a heroína pode causar vários assassinatos e eles não querem ter que lidar com isso. Sintomas de abstinência. Gente chutando as portas. As drogas nunca vão ser erradicadas da cadeia.

Quantos carcereiros corruptos você conhecia?
Uns seis. Eles me abordaram porque eu era rico. Nunca comi a comida da prisão. Eles me traziam saladas da Marks & Spencer. Numa dessas prisões o carcereiro me trazia umas cem gramas de maconha, um saco cheio de cartões telefônicos, meio pacote de tabaco, uma TV, um telefone e duas garrafas de conhaque toda semana por 500 libras a semana, mais a conta da comida. Ele piscava e dizia: “Sua caixa está debaixo da sua cama”. Aí eu pagava outro detento pra tomar conta dela. Se você não tem grana, não tem nada.

Suponho que você largou as drogas quando saiu da cadeia em 2003?
Não, ficou muito pior. Eu descobri o crack. O mundo tinha mudado tanto. Eu não conseguia atravessar a rua — o trânsito era muito rápido. Eu via as pessoas falando sozinhas com nada nas mãos e achava que elas tinham ficado loucas.

E como é o crack?
É incrível. Fodeu com a minha cabeça. Nos quatro anos seguintes fumei meio milhão de libras. Vendi meu apartamento. Minhas joias. Gastei as últimas centenas de libras que tinha guardado.

Qual foi o fundo do poço?
Meu amigo roubou uma pedra da minha mesa. Eu arrastei ele pra cozinha, cortei o mindinho dele com uma faca na tábua de carne, joguei na privada e dei descarga.

Algumas pessoas diriam que isso é meio que justiça divina — você está sendo punido por vender heroína se tornando um viciado em drogas.
Olho por olho. Eu criei milhares e milhares de viciados. Meu passado tinha voltado pra me assombrar. Fiquei deprimido e usava mais crack e mais heroína pra não pensar nisso.

Como você finalmente se livrou das drogas?
Fui me tratar na Turquia duas vezes. Uma desintoxicação onde eles te colocam pra dormir durante a abstinência. Custa 20 mil libras. Minha família pagou. Mas quando voltei pra Londres, vivia tendo recaídas. Finalmente me apaixonei. Simples assim. Nunca mais toquei numa pedra depois disso.

Você gostaria de voltar a ser um barão da heroína?
Nem em um milhão de anos, porra. Me ofereceram um milhão de libras pra começar tudo de novo. Eu podia voar pra Turquia agora, pegar uns 100 pacotes e voltar. Eu podia ter 100 mil libras em dinheiro amanhã. Tudo meu. Toda semana alguém me aborda, alguns dos maiores gangsteres do país, pra voltar aos negócios. Mas não posso.

Por quê? Você tem medo?
Vai se foder. Você quer apanhar?

Fonte: Vice

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Christiane F. e o LSD

A situação em família ficou mais difícil quando a irmã de Christiane foi morar com o pai. Agora eram somente ela, sua mãe e Klaus, seu padrasto.

Não suportando mais permanecer em casa durante o dia, pela presença de Klaus, e cada vez mais ligada a seus amigos, Christiane F. passou a contar as horas para ir ao Centro de Jovens. Queria passar o máximo de tempo fora de casa.


"Esperava, impacientemente, pelas cinco horas, a hora em que abria o Centro de Jovens. Às vezes encontrava-me com Kessi e com alguns amigos do bando no início da tarde."


O Centro de Jovens
O fechamento do Centro de Jovens


Aos treze anos, Christiane fumava haxixe todas as tardes, mas somente fumar já não era mais suficiente: também bebia vinho ou cerveja para se desligar da realidade que tanto a atormentava.

Assim como na primeira vez em que fumara haxixe, Christiane F. tomou LSD pela primeira vez por curiosidade e necessidade de se inserir no grupo. Queria ser igual àqueles que ela tanto admirava. Sua amiga Kessi já tinha tomado um comprimido e estava "viajando". Um amigo deu-lhe um comprimido, que ela tomou no banheiro do Centro de Jovens. Sua primeira viagem só fez efeito quando estava voltando para casa, em Rudow.

"Tomamos o metrô e, aí sim, a coisa começou a funcionar. Uma verdadeira loucura! Tive a sensação exata de estar dentro de uma lata de conserva e que alguém remexia lá dentro com uma colher gigante. O barulho do metrô, quando no túnel, era de enlouquecer. Insuportável mesmo. Pensei que não fosse agüentar."

terça-feira, 21 de agosto de 2012

As drogas nos anos 70

Christiane F. aos 15 anos, em seu julgamento por uso de drogas em 1978


Além de se passar na Europa, aonde a heroína tem grande potencial para ser distribuída facilmente, como vimos nos posts anteriores, a história de Christiane F. se passa nos anos 70, época em que os poderes nocivos das drogas ainda não eram inteiramente conhecidos e estudados. Época esta, também, aonde Timothy Leary, um psicólogo, propunha benefícios terapêuticos do LSD, por exemplo. Hoje se sabe que o LSD não é exatamente uma substância boa para a saúde.

Essa opinião coletiva de que certas drogas faziam bem mudou de lá para cá em razão do conhecimento que foi sendo criado acerca delas e das descobertas sobre seus malefícios físicos, mentais e sociais.

Pode-se até mesmo fazer um paralelo do consumo de drogas com o tabagismo: não muitos anos atrás, fumar era considerado glamouroso e elegante. Conforme foram sendo conhecidos os malefícios do cigarro e sua relação com o câncer de pulmão, cresceu a campanha anti-tabagismo e hoje os fumantes existem, provavelmente, em número muito menor do que cinquenta anos atrás.

Se perguntar para seu avô, não será incomum que ele diga que fumou seu primeiro cigarro ainda na infância. O mesmo aconteceu com Christiane F.:

"Tinha então oito anos. Meu maior desejo era crescer logo, ser adulta, adulta como meu pai. (...) No caminho de volta da escola para nossas casas remexíamos em todos os cinzeiros e latas de lixo para catar as guimbas de cigarro. Dávamos um jeito nelas e fumávamos."

As drogas eram algo relativamente novo então e ideia sobre elas era diferente da atual. Sendo assim, de certa forma, não é errado dizer que as drogas eram mais bem aceitas do que hoje em dia. Como vemos no livro, nas palavras da própria Christiane, quem se drogava era considerado "descolado". Dessa forma, não se poderia esperar retrato diferente do que o livro "Eu, Christiane F., 13 anos, drogada, prostituída..." nos mostra, de toda uma geração desesperançosa e completamente arruinada pelo consumo de drogas.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Distribuição geográfica da heroína: por que na Europa?

Além do fator cultural, há a questão da distribuição da heroína pelo mundo. O Afeganistão é, atualmente, o maior produtor e exportador de heroína do mundo, detendo o mercado europeu. São produtores secundários o Paquistão e outros países do entorno. Geograficamente, estão próximos da Europa, o que possibilita a distribuição da droga até mesmo por via terrestre. Já quando se fala de exportação da droga para a América, o transporte deve ser feito por navio ou avião, e enfrenta dificultades para ultrapassar os pontos de fiscalização, que é muito intensa e eficiente.

É provável que poucos traficantes consigam sucesso em driblar a alfândega americana, o que faz com que a droga chegue até nós em pouca quantidade, com consequente aumento de preço. Aquela velha história de demanda e oferta também se aplica ao comércio de drogas: se a oferta é pouca e a demanda grande, o preço da mercadoria tende a subir.

Por outro lado, um dos principais produtores de cocaína, a Bolívia, está localizada na América do Sul. Seguindo esta mesma lógica, a proximidade e a relativa facilidade na exportação explicaria o fato de ela ser largamente consumida no continente americano e chegar até os usuários com valores mais acessíveis.

Talvez a heroína não seja popular no Brasil por pura e simples questão de má distribuição. Se um dia a exportação por parte dos produtores enfrentar menos dificuldades, a distribuição deve se ampliar e abranger um mercado consumidor mais amplo.

O mapa a seguir mostra a distribuição mundial da heroína, em setas vermelhas, comparada à da cocaína, em setas verdes.



Se existe algum consumo de heroína no Brasil, ele está intimamente ligado ao fato de que a droga, nos últimos dez anos, vem sendo produzida na Colômbia e no México. Sendo assim, é provável que, nos próximos anos, a heroína ganhe espaço ainda na América, já que estes países já são responsáveis pelo abastecimento do mercado dos EUA, maior consumidor de heroína no continente americano.


Fontes: r7.com (mapa) e revista Veja online

domingo, 19 de agosto de 2012

Trainspotting x Réquiem para um Sonho

Para entendermos bem o que se passou com Christiane F., é preciso abrir nossa mente e nos livrarmos da visão sulamericana que temos do mundo, para refletir sobre os acontecimentos de acordo com a época e com o lugar aonde tudo aconteceu. Temos que nos imaginar inseridos no mesmo contexto em que Christiane e os outros estiveram.

Para isso, é importante ressaltar que às vezes esquecemos, mas existe diferença cultural entre Europa e Américas. Essa diferença se reflete em muitos campos que vão além do sotaque distinto com que americanos e europeus falam o mesmo idioma, por exemplo, na política, na arte, no comportamento do povo, na forma das pessoas se relacionarem umas com as outras e até nas drogas que consomem.

Uma forma divertida de exemplificar tal distinção cultural relacionada ao consumo de drogas seria através de filmes. "Trainspotting", produção inglesa de 1996, com Ewan McGregor, mostra de forma bem humorada e chocante a realidade de quatro jovens viciados na Inglaterra.



Por outro lado, o filme "Réquiem para um Sonho", com Jared Leto, produção norteamericana de 2000, mostra a rotina de quatro drogados nos Estados Unidos. A diferença entre as substâncias nas quais os personagens são viciados é nítida: em "Trainspotting", majoritariamente heroína; em "Réquiem para um Sonho", anfetaminas e cocaína injetada.



Os dois filmes falam do mesmo assunto (vício em drogas), mostram o mesmo resultado (consequências desastrosas do vício), contam quase a mesma história e são muito parecidos entre si, mas, ao mesmo tempo, diferentes, justamente devido às drogas que são exploradas. Apesar de "Réquiem para um Sonho" ser uma produção dos Estados Unidos, país que ocupa o posto maior consumidor de heroína no continente americano, quando comparado com "Trainspotting", o filme demonstra a menor difusão da heroína na América e a Europa de Christiane F. se firma como a principal consumidora de heroína do mundo, consumindo 26% de toda a produção mundial, seguida da Rússia, que consome cerca de 21%.


Para saber mais:
Trainspotting no IMDb (em inglês)
Trainspotting no AdoroCinema (em português)
Réquiem para um Sonho no IMDb (em inglês)
Réquiem para um Sonho no AdoroCinema (em português)


Referências: r7.com

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Revista Jovem Pan Junho 2003 - Heroína no Brasil


O estrago da heroína: histórias de quem viveu pra contar. Um panorama da distribuição da droga no Brasil e do cotidiano dos viciados brasileiros na última década.

Matéria de Israel J. Stein
Revista Jovem Pan - Junho/julho 2003 - n° 4



Download da reportagem em PDF (11 mb)

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Macaulay Culkin viciado em heroína


O ator Macaulay Culkin, astro de "Esqueceram de mim" (1990), está viciado em heroína e tem usado regularmente um poderoso analgésico, informou reportagem publicada pelo tabloide americano "The National Enquirer". Representantes do ator negaram as suspeitas de que ele tenha chegado perto de sofrer uma overdose e também que gaste milhares de dólares em medicação.

O tabloide afirma que Culkin, de 31 anos, gasta mais de R$ 12 mil reais por mês comprando analgésicos e "transformou o seu apartamento em Manhattan num refúgio privado para consumo de drogas, no qual ele passa horas sozinho ou na companhia de um círculo restrito de amigos usuários".

Segundo o tabloide, o ator intensificou nos últimos 18 meses o uso de drogas, devido ao fim de seu relacionamento com a atriz Mila Kunis ("Cisne negro"), que agora estaria com Ashton Kutcher.

"Macaulay é viciado em drogas e isso o está matando!", teria afirmado uma fonte ao "Enquirer". "Ele se viciou há um ano e meio, e suas 'drogas de escolha' são heroína ou oxycodona [analgésico]. Mac cercou-se de viciados e delinquentes. É uma verdadeira tragédia." Descrito como "amigo próximo", outro entrevistado teria chegado a dizer que Culkin está "certamente morrendo".

Além de ter estrelado "Esqueceram de mim" e ainda uma continuação lançada dois anos depois do original, Macaulay Culkin figurou em produções como "Meu primeiro amor" (1991) e "Riquinho" (1994). Ainda criança, ele deu vida a um personagem polêmico, espécie de psicopata infantil, em "O anjo malvado" (1993), no qual divide cena com Elijah Wood, que mais tarde ficaria conhecido como o Frodo da trilogia "O senhor dos anéis".

Depois de "Riquinho", ele só voltaria a atuar no indie "Party Monster" (2003), que tem participação do roqueiro Marilyn Manson. Desde então, ele jamais repetiu o sucesso alcançado no princípio de sua carreira.


Fonte: G1.com
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