domingo, 9 de setembro de 2012

Yo, Christiane F. - Hijos de la droga

"Yo, Christiane F - Hijos de la droga"


Na Espanha, nosso livro favorito foi lançado pela editora Círculo de Lectores e nomeado Yo, Christiane F - Hijos de la droga, cuja tradução é "Filhos da droga".

A capa desta edição, lançada na década de 80, foi ilustrada com uma foto da Christiane F. real, após sua identidade ser revelada para a mídia.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Klaus, o padrasto de Christiane F.

Após o divórcio dos pais de Christiane F., sua mãe começou a namorar Klaus, um amigo do ex-marido. Logo Christiane, a irmã e a mãe foram morar com ele, em Rudow, uma estação de metrô depois do Conjunto Gropius.


Mapa de região: em amarelo, o colégio de Christiane F.; em rosa, a rua onde morava, no Conjunto Gropius; a área mais clara destaca o centro de Rudow, seu novo lar


Klaus era jovem e se esforçava para cativar Christiane e sua irmã, Anette, sem sucesso. Christiane, enciumada, passou a vê-lo como um obstáculo entre ela e sua mãe e passou a agir cada vez mais agressivamente.

Klaus não sabia como responder aos ataques de Christiane. Tinha apenas vinte anos de idade, se viu apaixonado por uma mulher que já possuía duas filhas e não sabia como lidar com uma família que não havia sido construída por ele mesmo. Basicamente, fora empurrado para uma responsabilidade de pai (que não era sua, de início) sem estar devidamente preparado. Não demorou até que ele perdesse a paciência com as reações mal criadas das meninas.

Parecia satisfeito quando as enteadas não estavam em casa. Depois de um tempo, Anette foi viver com o pai, Dieter Felscherinow. Já Christiane não suportava a ideia de voltar a morar com ele. Dessa forma, procurava passar cada vez mais tempo na rua, aonde ficou quase que permanentemente exposta às influências dos amigos, o que, juntamente com a negligência de sua mãe, seria decisivo para seu destino e seu ingresso no submundo das drogas e prostituição.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

O divórcio dos pais e a nova vida

Depois de um dos surtos de fúria de Dieter Felscherinow, o pai de Christiane F., a mãe tomou uma decisão muito importante:

"Sem dizer quase nada, ela empacotou algumas coisas, pôs o gato numa sacola e me pediu para pôr a coleira em Ajax. E saímos para tomar o metrô. Passamos uns dias na casa de uma colega de trabalho dela. Mamãe nos disse que queria se divorciar."

Christiane, a irmã, Anette Felscherinow, e a mãe passaram alguns dias no apartamento de uma amiga. Depois precisaram retornar para seu próprio apartamento, no Conjunto Gropius.

Mesmo morando sob o mesmo teto, o pai de Christiane F. começou a se afastar da família e quase nunca estava em casa. Sua mãe chorava sempre, pois se via em um beco sem saída, com duas filhas pequenas para criar e sem o apoio de Dieter.

Foi aí que ela conheceu Klaus, um amigo de Dieter. Eles começaram a sair juntos e Klaus aparecia sempre que o pai das meninas estava ausente.



Diga adeus ao Conjunto Gropius


Não tardaria até que as três fossem morar com ele em seu apartamento em Rudow, uma estação de metrô após o Conjunto Gropius, e Klaus se tornasse padrasto de Christiane F.

Saiba mais:
O padrasto de Christiane F. e a influência dele em seu vício em drogas
O pai de Christiane F.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Verslag van een junkie II

Ao lado, foto de mais uma das capas que o livro "Eu, Christiane F., 13 anos, drogada, prostituída..." teve (clique na imagem para ampliar).

Esta edição foi lançada na Holanda. Por lá o livro ganhou o nome "Christiane F., verslag van een junkie", que significa "Christiane F., relato de um viciado".


Confira outras capas do livro ao redor do mundo
Saiba mais sobre a entrevista que deu origem ao livro

domingo, 2 de setembro de 2012

Helmholtz-Oberschule Gesamtschule

Na escola de Christiane F., o início de toda sua odisseia. Cristiane foi matriculada no chamado "segundo ciclo", equivalente à quinta ou sexta séries no Brasil, no Helmholtz-Oberschule Gesamtschule, um colégio localizado na área do conjunto Gropius.

"Eu consegui um excelente boletim escolar e estava apta a seguir o segundo ciclo. Inscreveram-me na Escola Polivalente Integrada, do conjunto Gropius."




O Conjunto Gropius
Conheça o edifício e a rua Joachim-Gottschalk-Weg, onde Christiane F. viveu.




O colégio ainda existe com o mesmo nome, localizado na rua Wutzkyallee, na esquina da Joachim-Gottschalk-Weg, rua em que morava Christiane. Navegue através do Google Street View:


Exibir mapa ampliado


"Parti para a guerra. Contra os professores e contra a escola. Queria ser alguém. Existir. O chefe do bando, em nossa classe, era uma menina. Chamava-se Kessi, já tinha seios de verdade. Parecia ter dois anos mais que os outros. Era também mais madura. Todo mundo a respeitava. Eu a admirava. Meu maior desejo era tornar-me sua amiga."

A admiração de Cristiane F. por sua amiga Susanne Kuhn (Kessi) cresce. Christiane se encontra na fase por qual toda menina passa, aonde ter uma melhor amiga é a coisa mais importante do mundo. Kessi fumava, matava aula, conhecia todos os caras legais e frequentava o Centro de Jovens ("Haus der Mitte") as discotecas mais descoladas do momento. Christiane aprendeu tudo bem até demais.
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